sexta-feira, 3 de maio de 2013

A igreja dos grandes negócios

  A igreja precisa de marketing para ganhar as vidas para Cristo?
   Antes de responder à pergunta, é interessante que entendamos um pouco o que significa marketing. Nem sempre que falamos em marketing nos referimos a propaganda. Devem ser consideradas a seleção do mercado consumidor, as oportunidades de negócio, bem como elaborações de estratégias para mostrar que o produto tem diferenciais em relação à concorrência. Nas estratégias inclui-se a propaganda.
 Estando cientes disso, como analisar, a igreja praticando marketing? Praticamente, existem igrejas propagando suas atividades e produtos,visando superar a "concorrência". Em alguns casos a publicidade é agressiva. Parecem que se pode ver cartazes com os dizeres "Venham pra cá!", " " Nessa igreja não se exige nada. Nada é proibido. É proibido proibir!", "Venham! Aqui o Evangelho está em promoção!" e "Aqui há milagres, mais poder!" E ainda, em algumas igrejas mais "modernas" podem-se ver o apelo aos pecadores("consumidores") com "equipes de danças", "equipe de balet" e "equipe de esportes radicais". Até o aspecto ambiente entra na publicação:"Venha! Nossa igreja tem ar-condicionado!" Vale tudo, no "supermercado da fé", para atrair o "consumidor". Até propaganda enganosa, o que é lamentável e condenado pelo Código da Igreja, que é a Bíblia Sagrada.
   Em alguns programas de tevê, vê-se claramente que há promoção da igreja. O interesse maior não é com o pecador, mas com a renda, com os dízimos e as ofertas. Essa proposta não esposa com as Escrituras.
   Não há nada de errado em buscar oportunidades de evangelização; escolherem-se áreas para a propagação do Evangelho de acordo com o público alvo.
 Deve-se pensar em estratégias? Não são nada mais que providências, ações e meios para alcançar os objetivos. É louvável a utilização de rádio, jornal, tevê, a evangelização pessoal, culto ao ar-livre, cruzadas, evangelização por carta e telefone(telemarketink). Laconicamente, concluímos que tudo isso é programa de evangelização, semelhante a um programa de marketing.
  Alerto, porém, que tudo isso pode ser feito. Mas se não tiver numa direção espiritual, nada valerá diante do Altíssimo, de sua igreja e de sua missão. O maior "marketing" é a demonstração do poder de Deus em seu meio.  
  O Apóstolo paulo assevera:"A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder"!, 1 Co 2.4.

 Sempre em Cristo,
 Dc Josebias.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A Igreja e a sociedade nos tempos finais

   A sociedade do final dos tempos, no geral, é caracterizada por uma mentalidade pluralista, que recomenda com louvor a ideia de que não existe uma única verdade imutável, mas diversas, e que estas podem atuar simultaneamente mesmo sendo divergentes. Propositalmente, nesta visão,   não existem verdades, mas unicamente opiniões pessoais, onde cada um dita seu próprio estilo de vida e possui sua própria regra de comportamento. O pluralismo gera uma tensão ética, onde o homem é o seu próprio legislador e deus.
   Uma consequência disso é o antidogmatismo, a rejeição a Palavra de Deus e dos obreiros que a pregam, que são vistos como castradores da liberdade e do direito inalienável de cada um de agir de acordo com seus instintos e concepções próprias (2 Tm 4.3-4). Essas características, já presentes na atualidade, tendem a crescer extremamente com a proximidade da Vinda de Jesus.
   Uma outra característica é a impessoalidade. Não serão cultivados os relacionamentos profundos e duradouros. O casamento e a família aceleram-se para uma desvalorização (2 Tm 3.1-4).
   Apesar de todas essas características, o homem continuará o mesmo em sua essência. Ele pode usar qualquer tipo de roupa, tem novas profissões, hábitos distintos e usufruem de nova tecnologia, mas seu íntimo é o mesmo: carente de amor, aceitação e valorização. Ele continua a ter um vazio, que lhe provoca angústia e ansiedade, e que só pode ser preenchido por Jesus. Este vazio é sempre uma porta aberta para que receba o Evangelho.
   Para um homem carente e necessitado, uma sociedade no caos e perdida, e para vencer os ardis do inimigo, a solução continuará sendo a mesma. Jesus continuará salvando, curando, libertando e abençoando (Hb 13.8). A Igreja continuará avançando e ministrando à alma e ao corpo (Mt 16.18). A Igreja verdadeira, o Corpo de Cristo, continuará apaixonada por Jesus, celebrando e exaltando o seu grandioso nome.
   Conscientes de que o joio, que existiu desde o início, continuará presente até a consumação dos séculos, mas temos por certo que nada conseguirá ofuscar o brilho, a glória e a beleza que sempre adornaram a noiva do Cordeiro.
   A vitória sempre pertencerá ao povo de Deus (Sl 1.1-3).  
 Sempre em Cristo,
 Dc Josebias.