quarta-feira, 3 de abril de 2013

A Igreja e a sociedade nos tempos finais

   A sociedade do final dos tempos, no geral, é caracterizada por uma mentalidade pluralista, que recomenda com louvor a ideia de que não existe uma única verdade imutável, mas diversas, e que estas podem atuar simultaneamente mesmo sendo divergentes. Propositalmente, nesta visão,   não existem verdades, mas unicamente opiniões pessoais, onde cada um dita seu próprio estilo de vida e possui sua própria regra de comportamento. O pluralismo gera uma tensão ética, onde o homem é o seu próprio legislador e deus.
   Uma consequência disso é o antidogmatismo, a rejeição a Palavra de Deus e dos obreiros que a pregam, que são vistos como castradores da liberdade e do direito inalienável de cada um de agir de acordo com seus instintos e concepções próprias (2 Tm 4.3-4). Essas características, já presentes na atualidade, tendem a crescer extremamente com a proximidade da Vinda de Jesus.
   Uma outra característica é a impessoalidade. Não serão cultivados os relacionamentos profundos e duradouros. O casamento e a família aceleram-se para uma desvalorização (2 Tm 3.1-4).
   Apesar de todas essas características, o homem continuará o mesmo em sua essência. Ele pode usar qualquer tipo de roupa, tem novas profissões, hábitos distintos e usufruem de nova tecnologia, mas seu íntimo é o mesmo: carente de amor, aceitação e valorização. Ele continua a ter um vazio, que lhe provoca angústia e ansiedade, e que só pode ser preenchido por Jesus. Este vazio é sempre uma porta aberta para que receba o Evangelho.
   Para um homem carente e necessitado, uma sociedade no caos e perdida, e para vencer os ardis do inimigo, a solução continuará sendo a mesma. Jesus continuará salvando, curando, libertando e abençoando (Hb 13.8). A Igreja continuará avançando e ministrando à alma e ao corpo (Mt 16.18). A Igreja verdadeira, o Corpo de Cristo, continuará apaixonada por Jesus, celebrando e exaltando o seu grandioso nome.
   Conscientes de que o joio, que existiu desde o início, continuará presente até a consumação dos séculos, mas temos por certo que nada conseguirá ofuscar o brilho, a glória e a beleza que sempre adornaram a noiva do Cordeiro.
   A vitória sempre pertencerá ao povo de Deus (Sl 1.1-3).  
 Sempre em Cristo,
 Dc Josebias.

5 comentários:

  1. Gostei muito do que vi !
    Muito difícil encontrar espaços bacanas como este :_)

    Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada,

    http://bolgdoano.blogspot.com.br/

    Agradeço desde já !

    ResponderExcluir
  2. Boa tarde Josebíades, tudo na Paz?

    Interessantíssimo o tema, e tudo isso vem caminhando através de um fator dos nossos dias atuais: O relativismo, miscigenação de crenças, o famoso "todos os caminhos levam á Deus".
    Que nós possamos dizer não ao politicamente corrento, Romanos 12.

    Em Cristo,


    CRISTIANISMO EM FOCO



    ResponderExcluir
  3. Muito bom o texto.

    Concluo que, mesmo o mundo caminhando para o inferno, a Igreja permanece firme rumo à Eternidade.

    Deixemos o joio crescer junto com o trigo, pois foi isso que Jesus nos ensinou. Somente ao final é que o Pai irá separar a Sua colheita.

    ResponderExcluir
  4. Muito bom o texto irmão, excelente reflexão sobre os dias atuais e que injeta a fé em nossos corações,ficamos por vezes desanimados com
    esta sociedade onde não exite uma verdade absoluta, tudo é relativo,e o ponto de vista de cada um é mais valorizado e colocado como "verdade pessoal"a nós cabe continuar pregando a Cristo e seu amor, pois como você bem disse ,o homem continuará a ser o mesmo carente e necessitado de sempre.abraços fraternos.
    http://claradiscipulos.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir